Império do Japão

O  império japonês foi um alvo de grande interesse europeu e norte-americano no século XX. O Japão era governado por chefes militares da família tokugawa, que faziam uma ditadura feudal , o xogunato, os senhores feudais faziam dos camponeses servos. Em 1840 o rei holandês Guilherme II solicitou o comercio com os países orientais, mas não conseguiu colocar em pratica, pois não havia sido aprovada a ideia, pouco tempo depois a América do Norte tenta fazer o mesmo acordo para poder barrar influencias britânicas na Ásia, e eles conseguem a aprovação. Após dois anos da aprovação do acordo do comércio, foram aceitas e cultos religiosos aos norte-americanos, e também outros países europeus também conseguiram um acordo semelhante, principalmente a Inglaterra que ganha dos Estados Unidos em mercadorias. Infelizmente após à abertura do comércio exterior houve uma crise interna. No ano de 1862, em meio a uma crise, uma decisão imperial determinou que o xogum expulsasse os estrangeiros de suas terras. E é no ano de 1867 que Mutsuhito com apenas 15 anos, é nomeado imperador, mais conhecido como “Imperador Iluminado”, ele ficou 45 anos no poder, proporcionando várias transformações na sociedade e na economia japonesa, como por exemplo : transferências da capital para Tóquio, construções de escolas, obrigatório serviço militar, adaptação do calendário cristão germânico. Em 1889 adotou-se o , o processo governamental de ocidentalização, foram enviados nativos para estudar nos Estados Unidos e na Europa, para a industrialização e modernização , outras coisas que contribuíram para o processo de modernização foi a reforma agraria e o declínio do poder dos samurais. Com todos esse acontecimentos o japão não virou colônia como os outros países, se tornou um pais industrializado . A era Mejim termina em 1912, perto da primeira guerra mundial.

A abolição

As dificuldades enfrentadas na Guerra do Paraguai aguçaram ainda mais as críticas sobre a legitimidade da escravidão.

As províncias que não tinham  mais tanta dependência da mão de obra escrava passaram a vender escravos para áreas cafeeiras, fazendo do tráfico interno um grande negócio. Também havia o tráfico dentro das províncias do atual  Sudeste, com os mais pobres vendendo seus escravos para os cafeicultores. Essas novas rotas de tráfico interno mantiveram por décadas a grande lavoura escravista do Brasil.

A extinção do tráfico atlântico fez aumentar o preço dos cativos e consolidou de vez  a concentração  da propriedade escava nas mãos de poucas pessoas. A escravidão foi perdendo legitimidade e passou a ser combatida cada vez mais pelos abolicionistas.

Em 1871, o Parlamento brasileiro aprovou a Lei  do Ventre Livre, declarando livres todos os filhos de escravas nascidos a partir daquela data.

Os cafeicultores de São Paulo, em especial os do oeste paulista, com a atividade em franca expansão, tomaram então uma iniciativa para solucionar a chamada “questão servil”: retomaram os projetos imigrantistas com subvenção do Estado. E coube ao governo da província de São Paulo arcar com os gastos da imigração.

Não por acaso, sem apoio do governo imperial, partiu de São Paulo a iniciativa de fundar um partido republicano, logo após o término da Guerra do Paraguai. O ponto de partida foi o lançamento do Manifesto Republicano

Ao mesmo tempo, as discussões sobre a abolição se tornavam cada vez mais acirrada, pois a todos parecia que a libertação dos escravos era questão de tempo.

No campo político, a tendência era a de manter o processo de abolição gradual. Mas muitos propunham o fim imediato da escravidão.

O momento propunha prudência, uma vez que os escravos eram propriedade privada dos senhores e, portanto, não poderiam ser confiscados sem compensação do estado, conforme garantia a constituição imperial. Mas ganhavam força entre os abolucionistas a proposta de abolição sem indenização.

Depois de muita discussão parlamentar, foi votada e aprovada a Lei dos Sexagenários, em 28 de setembro de 1885, que libertava todos os escravos com mais de 60 anos.

A pressão abolicionista no Parlamento prosseguiu intensa, isolando os obstinados defensores da escravidão.

A câmera e o Senado aprovaram a lei de abolição por ampla maioria. Em maio de 1888, D Pedro II se encontrava fora do Brasil, e sua filha, a princesa Isabel, ocupava a regência. Na tarde de 13 de maio, ela desceu d palácio imperial, em Petrópolis, para o Paço da cidade, onde assinou a lei que extinguiu a escravidão no Brasil, celebrizada como Lei Áurea. O Brasil foi o último país do continente americano a abolir a escravidão.

 

A Questão Platina

As guerras foram uma constante na região do rio da Prata, em decorrência dos conflitos de limites entre Portugal e Espanha, quando o Brasil ainda era uma colônia.

Com as guerras napoleônicas , os conflitos se aqueceram ainda mais. A Banda Oriental (atual Uruguai) estava politicamente dividida desde 1808, com a invasão da Espanha pela França, então inimiga da corte portuguesa refugiada no Brasil. Enquanto alguns desejavam a emancipação política, outros defendiam a união a Buenos Aire.

O governo de D. João determinou a invasão da Banda Oriental no Rio da Prata, em 1816, como retaliação ao ataque espanhol a Olivença, em Portugal.

Em 1825, a Cisplatina foi incorporada à Argentina. E com isso D. Pedro I, declarou guerra às Províncias Unidas do Prata.

A guerra chegou ao fim em 1828, com mediação britânica. A Cisplatina tornou-se, então, independente, com o nome República Oriental do Uruguai.

A paz na região, entretanto, estava longe de ser selada. No Uruguai surgiram dois partidos: o Colorado e o Blanco. O partido Colorado elegeu o primeiro presidente da nova república, Frutuoso Rivera, aliado dos brasileiros, que governou de 1828 a 1834. A seguir, foi eleito um aliado dos argentinos, Manuel Oribe, do Partido Blanco. Rivera opôs-se a Oribe, obrigando-o a renunciar. Refugiado na Argentina, Oribe buscou o apoio principal inimigo militar do Brasil, o caudilho Juan Manuel de Rosas, governador da província de Buenos Aires.

Em 1851, Rosas declarou guerra ao Brasil. Acabou derrotando no ano seguinte por uma coligação de forças formada pelos brasileiros, pelo general Justo José de Urquiza.

Em 1864, teve início o principal, mais sangrento e duradouro conflito do continente sul-americano: a Guerra do Paraguai.

O presidente do Uruguai, general Bernado Berro, do Partido Blanco, enfrentou uma revolta do Partido Colorado, conhecida como Cruzada Libertadora, apoiada pelo Brasil.

O apoio do Brasil à revolta do Partido Colorado contra o presidente Berro contou com a adesão da Argentina, unificada desde 1862.

O Brasil também apoiou as forças coloradas de Venâncio Flores e declarou guerra ao blancos que governavam o Uruguai, invadindo o país em em 1864. Era presidente do Uruguai nesse momento o blanco Atanásio Aguirre. Foi afastado do poder, e Flores tornou-se presidente da República Oriental do Uruguai. Aguirre voltou-se para o Paraguai com um possível aliado contra os colorados apoiado agora não só pelo Brasil como pela Argentina.

O Paraguai possuía problemas de fronteiras com o Brasil e de navegação hidroviária com o Brasil e com a Argentina. Ele tentava ampliar sua inserção no mercado internacional, exportando produtos primários. Dessa forma, via como única saída o porto de Montevidéu, no Uruguai.

Francisco Solano López era o presidente do Paraguai desde 1862. Em defesa dos interesses do seu país, seu governo intrometeu-se na questão uruguaia, apoiando o Partido Blanco recém-derrubado, com o intuito de ter um aliado na região do Prata.

López enviou um ultimato ao Brasil para que interferisse no Uruguai. Quando o governo brasileiro o ignorou e invadiu o Uruguai, López rompeu relações diplomáticas com o Brasil. Em dezembro, declarou guerra e invadiu o Mato Grosso. Foi o início da Guerra do Paraguai, também conhecida como Grande Guerra ou Guerra da Tríplice Aliança.

A Guerra Grande estendeu-se de 1864 a 1870. Reuniu o Brasil, a Argentina e o Uruguai, na Tríplice Aliança, contra o Paraguai. O conflito militar foi sangrento,: estima-se que morreram entre 150 mim a 300 mil soldados, principalmente do lado paraguaio.

No início, a guerra foi favorável aos paraguaios, que tomavam as iniciativas. Mas, em 11 de junho de 1865, eles sofreram a primeira derrota, na batalha naval do Riachuelo, no rio Paraná, contra a Armada Brasileira . Os rumos da guerra se refaziam.

Apesar das derrotas, os paraguaio, os paraguaios demonstraram grande resistência; saíram vitoriosos de algumas batalhas.

Em 1868, acabou ocorrendo a queda de Humaitá e, em 1º de janeiro de 1869, Assunção foi ocupada, quando as tropas aliadas já estavam sob o comando do Duque de Caxias. Mesmo assim, Solano López manteve a guerra, com táticas de guerrilha, até a derrota final em Cerro-Corá, em março de 1870, quando foi morto.

A guerra foi um desastre para o Paraguai. Embora tenha se mantido como Estado independente, o país perdeu quase 40% de seu território para o Brasil e para a Argentina, sua economia arruinou-se e suas fortificações fluviais e armamentos foram completamente destruídos.

  • O Brasil na guerra

Para o Brasil, a quem coube a principal contribuição para o esforço de guerra, a vitória foi amarga. No início da guerra, para minimizar o problema, foram criados por decreto imperial de 1865, os Voluntários da Pátria (corpo de soldados voluntários criado pelo governo brasileiro)

No início, acreditando que a guerra seria breve, muitos se inscreveram incluindo negros libertos. Com a guerra se entendendo por muito mais tempo do que as previsões iniciais, até mesmo os membros da Guarda Nacional foram obrigados a lutar,subordinados ao Exército de linha. Também criminosos, desocupados e pobres foram obrigados a se alistar como “voluntários”. Os prêmios prometidos ao voluntários pelo governo nunca foram pagos.

”    Abílio, proveniente da África centro-ocidental, da etnia dos ”congos”, foi traficado para o Brasil ainda muito moço, ainda jovem foi levado para às fazendas açucareiras que ainda possuíam uma produção vigorosa na época.

     O tempo passa e o açúcar ”perde” seu posto de maior produto exportado para o café, que conquista a população brasileira e logo se expande pelo Vale do Paraíba. Com a popularização do café, a produção precisou ser expandida, assim, as fazendas do Vale tomaram o estado de São Paulo.

    Com a expansão das fazendas cafeeiras, os escravos do Vale foram também transferidos para São Paulo, assim, durante a viagem num momento nostálgico Abílio se recorda de sua ultima viagem, a vinda da Africa para o Brasil no navio negreiro, ele se recorda de sua mãe que a todo momento tentava tranquiliza-lo dizendo palavras doces, do balanço do mar, dos sussurros trocados pelos negros no convés, recorda-se também de um garoto, que também se encontrava no navio, por quem Abílio se afeiçoou. Rindo de sua estupidez, Abílio se pega pensando no fim que aquele garotinho havia levado, se havia se transformado num homem decente de bom coração, se havia constituído uma família ou se havia dedicado sua vida ao trafico negreiro como seu pai, capitão do navio havia feito.

    Após devaneios, Abílio finalmente chega até a fazenda em São Paulo, que seria seu lar dali em diante, e quando percebe o que estava acontecendo Abílio tem uma surpresa. Aquele garoto, que ele havia pensado mais cedo, durante sua viagem a caminho da fazenda, se encontrava bem ali, parado em sua frente, se portando como um verdadeiro cavalheiro. 

   Sorrindo para si mesmo, Abílio reflete sobre o quão incríveis são as surpresas que a vida nos traz”